segunda-feira, 4 de setembro de 2017

4 de setembro - Dia Mundial da Saúde Sexual

      O dia 4 de setembro foi estabelecido pela World Association for Sexual Health (WAS) como o Dia Mundial da Saúde Sexual. A ideia surgiu em 2010, visando promover em todo o planeta uma maior consciência social sobre a saúde sexual e a importância de se cuidar do corpo, garantindo qualidade de vida, saúde e prazer. E há vários aspectos a se considerar, em se tratando de saúde sexual.
      Uma boa relação sexual (o que é, última análise, uma busca constante do ser humano adulto) depende quase que exclusivamente dos sentimentos existentes entre os parceiros. O ato sexual em si (aquilo naquilo, como se brinca) sem a relação emocional, provoca uma carga muito maior de frustração que de prazer. Mas a questão vai além. Por mais que duas pessoas se amem, a relação sexual pode ser de baixa qualidade, com pouco prazer e nenhuma emoção, influenciada por outros fatores.
     Uma pesquisa norte-americana, por exemplo, mostrou que em média o homem ejacula em até 3 minutos, após a penetração. Isso mostra que a maioria dos homens não está preocupada com sua parceira, mas apenas ansiosos em cumprir uma missão: provar que são machos. A preocupação em não perder a ereção é tanta que fazem um sexo apressado, com o único objetivo de ejacular. Como a maioria das mulheres ainda se sentem inibidas em discutir com o parceiro, sobre o que lhes dá mais prazer, acabam aceitando essa situação e vivendo uma vida frustrada.
     Outra questão que leva as mulheres a essa posição é a banalização do sexo, principalmente nas periferias das cidades, entre as camadas mais pobres da população. Há uma cultura da sexualização das mulheres, desde crianças, com o objetivo de servir aos homens e de praticar o ato sexual, não visando a reprodução ou o prazer, mas apenas para ser aceita socialmente. Antigamente, os jovens fumavam para se integrar ao grupo, hoje têm que fazer sexo. São as “novinhas” cultuadas e descartadas tão logo deixam de sê-lo.
      Dados da Universidade de São Paulo (USP), mostram que os adolescentes estão iniciando as atividades sexuais cada vez mais cedo, entre os 12 e 17 anos e que apenas 10% das mulheres casam virgens. Em média a brasileira inicia a vida sexual aos 15 anos e se casa com 28. O que quer dizer que tem 13 anos de experimentação e troca de parceiros. E como 52% dos brasileiros nunca ou raramente usam camisinha, e o sexo é para esses garotos uma brincadeira social, ficam expostos a todo tipo de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e a gravidezes indesejadas.
      A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Ministério da Educação (MEC) de 2013, mostrou que o Brasil tinha 5,2 milhões de meninas de 15 a 17 anos expostas a essa cultura e indefesas. Dessas, 414.105 já tinham pelo menos um filho, 309.374 estão fora da escola. O resultado desta tragédia? Brasil tem mais de 20 milhões de mães solteiras, segundo pesquisa do Instituto Data Popular e 46% trabalham.
      E como se não bastasse, a epidemia de Aids é desconhecida ou ignorada pela maioria. Segundo o Ministério da Saúde, 61,5% dos casais (de todas as idades) transam sem preservativo e o número de casos por 100 mil habitantes, dobrou em dez anos entre os jovens de até 24 anos.

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